Fumar é prejudicial à saúde. Essa frase já foi comprovada pela Medicina e é de conhecimento da maior parte da população mundial. No caso do asmático, tanto o hábito de fumar como a convivência com fumantes podem lhes ser ainda mais prejudiciais.
Isso ocorre porque muitas pessoas com asma têm alergias, que podem desencadear sintomas as crises. Os alérgenos (que provocam as alergias) mais comuns são: poeira, ácaros, pêlos de animais (inclusive flocos da descamação da pele), bolores, pólen, fezes de barata ou alimentos.2
Além desses alérgenos, o fumo do tabaco, também é um desses agentes alérgicos que muitas vezes agrava a asma. Ninguém deve fumar perto de você dentro de casa ou no carro. Outros agentes agressivos são fortes odores ou fumos, alterações climáticas ou a poluição do ar.2
O médico alergista é o profissional que pode identificar do que você é alérgico e recomendar formas de evitar a exposição aos agentes irritantes.2No caso do asmático que fuma, essa união pode lhe ser ainda mais prejudicial, uma vez que o tabagismo aumenta e agrava os sintomas da asma, dificultando seu controle, bem como acelera a perda da função pulmonar e piora a sua qualidade de vida.1
O tabagismo causa um efeito negativo persistente sobre a resposta terapêutica em pacientes com asma não-controlada, mesmo após o fim do hábito de fumar. Ou seja, os tratamentos não são tão eficazes nos asmáticos fumantes do que nos que não fumam. No caso das crianças que convivem com fumantes, foi comprovado que a associação de tabagismo passivo e asma tem papel fundamental no desenvolvimento e na gravidade da asma.1
Portanto, o fumo é o mais importante fator de risco evitável da asma brônquica, e é um hábito que aumenta a sua morbidade, e a classe médica considera muito importantes as consequências do tabagismo para a saúde pública.